Eu sou Veridiana Gomes Fernandes e vivo com vários Macaquitos na Cachola.

A ciência diz que eu sou uma pessoa neurodivergente: meu cérebro não processa as informações como a maioria dos cérebros. Faço parte de uma parte da população chamada de Neurodiversa. Pessoas como eu podem ser diagnosticadas com TDAH, Autismo Leve, Dislexia, Dificuldades de Aprendizado ou Altas Habilidades (é possível, e altamente provável, que uma ou mais condições coexistam). 

Quando comecei a estudar todas essas condições, e suas características comuns, a imagem do Menino Maluquinho, de Ziraldo, com os macaquinhos no sótão passou a me acompanhar.  O nome “Macaquitos na Cachola” é uma releitura amorosa das experiências neurodiversas de minha infância. 

Sou formada em Pedagogia pela PUC/SP, tenho pós graduação em Terapia Familiar Sistêmica e sou especializada também em Educação Cognitivo Afetiva (CuoreMenteLab -Roma) com ênfase em Autismo Leve (Síndrome de Asperger). Minha formação em Neurodiversidade se deu na Associação AltaMenteDifferente – Officina Pedagogica (Vicopisano – Itália) através de cursos para pais e profissionais.

A vivência dessa descoberta, tanto em termos de aprofundamento acadêmico, como de experiência pessoal, me levou à decisão de criar um projeto para conscientizar pais, mães e professores sobre as características sócio-emocionais da neurodiversidade e oferecer recursos educativos para empoderar crianças e adolescentes (seus filhos e seus alunos), ajudando-os a superar seus desafios e desenvolver plenamente suas potencialidades.

E, para terminar, uma coisa importante: muitas das coisas sobre as quais falo e falarei não se referem apenas à neurodiversidade, mas podem tranquilamente ser trazidas para o cotidiano de todos os pequenos seres humanos do mundo. Parto sempre do princípio que somos todos diferentes e merecemos a possibilidade de nos conhecermos e desenvolvermos o melhor em nós.
O que vocês entenderão, ao trilhar esse caminho comigo, é que pessoas neurodiversas têm apenas uma forma diferente – e profundamente mais intensa – de experimentar e processar os estímulos do mundo e que isso não as faz melhores ou piores do que ninguém.

Já dizia Caetano: “De perto ninguém é normal”. E eu acrescento: Ainda bem!

Obrigada por ter lido até aqui e até breve!